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terça-feira, 21 de dezembro de 2021

Sanctuary

Caminho, pela manhã, para chegar no roseiral. Entre rosas vermelhas e cor de rosa, eu canto. Observo o horizonte com esperança, fé, amor, integração. Não lembro de momentos tristes que vivi na roda das encarnações. Apenas Existo. 

Inspiro a paz, enchendo meu coração de luz.

Percebo à frente um bom espaço para descansar e decido estender meu lenço branco na grama verde. Me deito sobre ele. Fecho os olhos para sentir a brisa leve no meu rosto e o calor suave do Sol da manhã. O Astro Rei.

Não tem ninguém por perto, afinal este é o meu Santuário. Ninguém mais conhece, ninguém sabe como chegar aqui. Isso me tranquiliza bastante.

Normalmente não gosto de estar na presença de outras pessoas, elas trazem muitos ruídos. Estar com outros exige um preparo determinado e, confesso, me sinto cansada após tanto contato social.

Venho aqui de forma constante porque mesmo as pessoas que mais me amam, não entendem minha forma de lidar com a vida. Não entendem como me sinto, como penso, como existo.

Deitada na grama, escuto o som do vento. Ele está calmo, falando melodicamente com toda a natureza ao redor. O diálogo entre ele e as árvores gera um som que me coloca em estado de profundo relaxamento. Se pudesse, todos os dias dormiria escutando esta bela interação. Provável que isso seja Deus.

Espero o Sol ficar um pouco mais forte, indicando o momento de me recolher à pequena casa que dá acesso ao roseiral. Ela possui muito aconchego e, por menor que seja o espaço físico, nunca me sinto, de fato, em um local pequeno. Estou acolhida.

Nas paredes da casa pendurei alguns “adereços” peculiares. Na verdade, são instrumentos de proteção. Aqui, no Santuário, nenhum símbolo ou objeto é meramente decorativo. Tudo é importante. Entre signos e significados, construo meu porto de paz. Somente eu preciso entender as minúcias deste lugar. Cada uma diz muito sobre mim. Sobre quem Eu Sou…

Não gosto de estar fora de casa durante a tarde, então aguardo o anoitecer para honrar meu recanto. O roseiral se enche de esplendor sob a luz da Lua Cheia. Não a luz que ela espelha, mas a luz prateada própria de sua energia, de sua Deusa, a Grande Mãe Lua, que olhos humanos não alcançam. A Mãe que surge no oculto, transborda no inconsciente e acende a visão da alma. Ela é a luz da Lua. A luz das mulheres, das bruxas.

Aqui, eu me ajoelho e clamo:

“Grande Mãe, me abençoa! Guia meus passos, meus pensamentos, meus sentimentos e aflora minha intuição. Me banha com teu brilho prateado, me faz renascer!

Que eu possa ver tua luz… quando todas as outras se apagarem”

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Notas frias

Uma chuva de gelo, encarada como brisa. Não havia sentido pra quem acompanhava de fora. 
Nem tudo precisa ser explicado aos outros.
De certa forma, não restava mais à alguém que perdera a admiração própria. 
Seguia um caminho de insegurança, torturante e com destino conhecido e bastante temido. 
Há algum tempo não se sentia bem com o caminhar dos acontecimentos (ou falta deles). 
Por outro lado, as tentativas frustradas limitavam suas possibilidades. Inúmeras foram descartadas. 

De olhos fechados, sentia as pedras de gelo baterem no rosto. O frio que elas traziam não se comparava ao que vinha de dentro. Era forte, mas estava bem guardado com esforço. 
Não gostava de se sentir um peso, nem de parecer infantil diante de acontecimentos mais graves do dia a dia. O problema alheio sempre pareceu maior, mais complexo, mais necessitado de atenção.
Sabia da possibilidade de magoar caso falasse sobre o assunto. As poucas tentativas demonstravam isso. Não houve a escuta necessária. Não queria, igualmente, diminuir o esforço (que não era pouco) do outro em agradar.

A culpa jamais foi de terceiros. Apenas não tinha a vida almejada, em um aspecto essencial, que ninguém mais poderia suprir. 
Também era uma questão de honra. Havia esforço e dedicação, vontade sincera, amor... Mas o reconhecimento era necessário pra que tudo saísse como planejado. 
Reconhecimento que tem sido ausente, de todos os lados que fazem parte desse aspecto.
Havia uma mistura de muito, além do superficial que os outros enxergavam. O que veem é o menos relevante... Frases como "tudo vai se resolver", "tudo tem seu tempo", sempre proferidas, não ajudam, de fato, por melhor que seja a intenção.

É uma questão de trazer de volta a admiração própria, de fazer o círculo da vida girar em seu favor. De se sentir útil, de poder ajudar. De dar motivos para o outro se orgulhar e admirar. De voltar à segurança de antes. De ter o controle sobre a vida que lhe foi confiada. Falta que não é responsabilidade de ninguém, além de si mesmo.

As notas curtas e agudas do gelo soam como brisa aos ouvidos. E seu toque segue a mesma lógica...


quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Obra rara

Leia-me...

Sou o diário de alguém que passou por aqui e deixou sua personalidade registrada, na esperança de ser conhecido quando já não existirem mais aqueles que dele recordarão. 
Minha capa é antiga, feita de couro. Protege minhas páginas amareladas pelo tempo, porém manuseadas apenas pelo meu autor. Ele costumava escrever em mim o que as outras pessoas escreviam nele. Marcava em minhas folhas suas próprias marcas. 
Não repare nas partes em que a tinta aparece borrada, nem tente me restaurar. Tudo em mim possui um significado. 

Leia-me, mas respeite as minhas particularidades. 
Não tenha pressa ao me folhear. Para que me conheças, precisas estar atento a todas as palavras das quais sou guardião. 
Se hoje repouso em tuas mãos, é porque fui preservado por quem me criou. 
Meu autor era uma pessoa contraditória. Escrevia para esconder do mundo o que sentia, mas deixou em mim um eco, para que um dia eu contasse sua história a quem tivesse sensibilidade para me encontrar e paciência para ler as minhas preciosas folhas.

Leia-me, pois eu trago ensinamentos importantes. 
Poucos, confesso, mas valiosos. 
Conheço o amor de perto. Fui gestado por ele. 
Quando meu autor escrevia sobre esse sentimento, passava uma noite inteira sozinho com as palavras. A madrugada era seu clarão mais íntimo.
As partes borradas são suas lágrimas. Tinha uma forma muito peculiar de enxergar o mundo. Quase mágica. Talvez por isso eu fosse sua companhia preferida, seu maior confidente.

Leia-me, mas saiba que sou guardião daquilo que muitos fingem não enxergar. Encontrarás em mim verdades que talvez não acredites. Aprendizados de uma vida intensa e solitária. Relatos de alguém que conheceu profundamente os sentimentos mais verdadeiros e buscava em mim um amigo, pois os seus semelhantes não o puderam ser.

Leia-me, pois eu sou o guardião de uma memória que não quer ser esquecida...

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Invisível aos olhos

Desde pequena ela acredita em coisas que o mundo "real" considera, na prática, pouco importantes.
Acredita que a natureza tem seus protetores e que possui um modo muito particular de se comunicar com cada ser humano. Às vezes embeleza o caminho das pessoas, esfria, aquece. Às vezes diz "chega". Mas infelizmente, quase sempre é ignorada.
Acredita que existem outros seres, habitantes de outros planetas, que professam uma fé diferente da nossa, que têm culturas diferentes, erros e acertos, como nós. 
Acredita em entidades que vivem entre os seres terrestres, com as quais se pode contar em momentos de dificuldade ou alegria, mas que a maioria das pessoas insiste em não enxergar.
Acredita que o sorriso é a solução ideal para a maioria dos problemas humanos, mas aprendeu com as pessoas "normais" que nem sempre ele é oportuno, pois pode ser mal interpretado por mentes sujas. 

Aliás, aprendeu muita coisa com o mundo "real" que não condiz com tudo que ela trouxe em seu íntimo ao desembarcar na Terra. 
Estranha a severidade com a qual as pessoas se tratam, a falta de leveza no semblante delas. A natureza incompreensiva e egoísta de cada um. O negativismo com que encaram a vida e as situações adversas.
Aos poucos, viu o mundo "normal" passar por cima de seus pequenos sonhos. Foi tratada com rispidez ao oferecer um sorriso sincero e mal interpretada quando colocou em prática sua capacidade de ouvir.

Apesar de tudo, ela sabe que em algum lugar, há pessoas que esperam ser tratadas com carinho, com sorrisos, com amizade sincera.

Ela não lembra de onde veio. Mas ao que parece, tudo que trouxe de lá é considerado vão aqui.
As poucas pessoas que foram capazes de compreendê-la disseram-lhe que a vida "normal" não deveria torná-la amarga, mas fazê-la forte o suficiente para continuar pondo em prática sua essência, mesmo com todas as adversidades que se apresentariam.

A verdade é que aqui todos querem ter sorte, ajuda, boa colheita, amor... Mas ninguém se preocupa em ser um milagre na vida do outro. Em ser aquele que "por sorte" apareceu e trouxe o auxílio necessário, ajudou a plantar os bons frutos ou ensinou a amar.

Assim, ela permanece a mesma. Carregando no coração a saudade de suas origens e a vontade de fazer o ser humano alcançar o entendimento de que os mínimos detalhes podem colorir uma realidade inteira. 
As vezes, um simples sorriso tem o poder de modificar situações e trazer de volta à vida (à verdadeira vida) almas que estavam perdidas na escuridão.

"Sorri para a nuvem, e ainda mesmo que a nuvem se desfaça em chuva de lágrima nos teus olhos, o pranto será o conforto do Céu, e fecundar-te os campos do coração"
Chico Xavier 



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sábado, 3 de agosto de 2013

Reflexão

Querido diário,

Durante esses 22 anos de existência procurei um sentido na palavra "amizade" que destoasse do que os meus olhos enxergam nas relações comuns entre as pessoas. Muitas vezes vi individualismo, competitividade, abandono, coleguismo por conveniência, por status. Auxílio por interesse pessoal e muita troca de favores. Sempre troca, nunca doação. Definitivamente não era isso que eu queria pra mim.
Sempre dei valor à qualidade das minhas companhias, à envolvimentos que fossem frutos de sentimentos verdadeiros, únicos. Talvez por isso tenha permanecido sozinha durante um longo período.

Na minha concepção, amizade é um tipo de amor que faz nos sentirmos responsáveis pela felicidade do outro, em todos os momentos. Nos tristes, desponta a vontade de causar o sorriso. Nos alegres, de compartilhar e multiplicar esse sentimento no interior da pessoa amada. 

Amizade é companheirismo. É ficar ao lado do outro e defendê-lo na frente de terceiros, mesmo quando ele está errado. Porém, quando estiverem a sós, dar aquele puxão de orelha que só um verdadeiro amigo sabe dar.
É dizer o que o outro precisa ouvir, mesmo que não o agrade. Fazê-lo refletir sobre seus erros, seus problemas e até seus acertos. 
É dar prioridade quando ele se sente só e ainda assim, deixá-lo livre pra estabelecer suas próprias prioridades. 
É dar aquele abraço apertado depois de muito tempo distante fisicamente e sentir que nada mudou desde a última vez em que se viram.

Amigo de verdade não deixa que você afunde em suas mágoas e nem sempre te conta a verdade sobre tudo. As vezes omite, porque tem a consciência de que algumas coisas você precisa enxergar sozinho.
Quando caminha à sua frente, te previne dos obstáculos que encontrarás, pra que você não caia neles futuramente.
Quando caminha atrás de você, protege a sua retaguarda. Enxerga o aquilo que você não viu, por não ter se dado ao trabalho de olhar pra trás. Mas no geral, caminha ao seu lado e luta junto a você.

O sentimento da amizade te torna professor e aprendiz. 
Torna capaz de praticar a renúncia, o sacrifício, o "se colocar no lugar do outro".
Um amor eterno. Carinho e afinidade que perduram por muitas vidas e não se desgastam com a ação do tempo, mas o torna aliado no fortalecimento desse laço.
É onipresente em todas relações mediadas pelo coração.
É divino em sua essência, por levar à prática daquilo que acredita-se ser impossível fazer por alguém.
É guardar no coração sem prender.

Aonde o amor reina, há vontade de contribuir para o crescimento do ser amado. Felicidade ao vê-lo subir mais um degrau na escala evolutiva da vida. Vontade desinteressada de ajudar a cada tropeço. Saudade dos mínimos detalhes que só a intimidade do amor proporciona.

O verdadeiro amor acolhe e faz livre aquele que o buscou a vida inteira e o deu morada.





sexta-feira, 28 de junho de 2013

Âmago

Esses dias, recordando as histórias que a mamãe conta sobre minha infância, percebi o quanto sinto falta daquele tempo. Não, não são as atuais responsabilidades que causam essa saudade. Aliás, apesar delas me consumirem bastante, as amo de verdade. Acredito que a partir de uma certa idade se torna incômodo não ter outra ocupação além de estudar. Entrei na universidade com 17 anos,  ainda jovem, porém senti logo a necessidade de ter um estágio (como a maioria dos universitários) pra não ter que continuar pedindo tudo pros meus pais, até porque eles sempre fizeram o possível e o impossível por mim. As responsabilidades que tenho hoje não são um peso, são bênçãos! Elas permitem que eu ajude quem me ajudou a vida inteira.

Estudei em um dos melhores colégios de Belém, tradicional, religioso, etc. Meus pais ralaram muito pra que eu tivesse uma base educacional sólida como diamante. Só havia um problema nisso, ínfimo até, perto da intenção divina de me proporcionar bons estudos. O fato de eu pertencer a uma classe social bastante inferior a da maioria dos outros estudantes, podia resultar em duas situações: eu poderia ter feito de tudo pra ser igual aos meus colegas de classe, poderia ter estranhado a diferença de realidades e me tornado uma garotinha antipática e inconformada OU poderia ter ficado sozinha. E graças a Deus foi o que aconteceu. Sofri bullying na escola e nessa época ninguém sabia o que era isso. Infelizmente eu era tímida demais pra me defender diante de acusações de coisas que não tinha feito. "E lá vai a Ingrid de novo pro castigo, injustamente". Mas por incrível que pareça, eu era feliz sozinha. E segui assim até a vida me presentear com uma grande amiga, que mais tarde se tornou minha irmã (May, minha bênção ♥).

Apesar de todas as provações, eu gostava mesmo de ficar com meus pensamentos. Tinha um costume (da série Costumes Estranhos da Ingrid) que preservo até hoje. Sentava em um local reservado e ficava  imaginando como era a vida de cada pessoa que passava. Sempre via passos tão seguros e me questionava se eram o que aparentavam ou se eram como os meus, no fundo tímidos e temerosos. Buscava nos olhares o reflexo de seus cotidianos, o que traziam no coração. No fim das contas, eu me sentia naturalmente deslocada perto dos outros, mesmo quando eram simpáticos e tentavam me "socializar".

Cultivei poucos, mas grandes amigos nessa vida. Construí e retomei laços que me acompanharão sempre.

A saudade da infância vem da forma como eu via e sentia o mundo. Uma visão imatura, mas imaculada. Distante do que as experiências em sociedade trouxeram e foram capazes de manchar. Antes, eu abria a janela do quarto e conversava com os pássaros, com o vento, com a "mãe-natureza". Não sabia a quem me dirigia quando inventei esse nome, não imaginava um rosto, não tinha um corpo físico, mas era alguém que me escutava e me entendia melhor do que qualquer cabeça pensante encarnada aqui na terra.

Saudade me define bem. Parte de mim vive no presente, lutando pra conquistar o futuro. A outra, vive no passado, sentindo falta do que já fui e recuperando constantemente minha essência. 
É esse retorno que permite meu renascimento. E esse ato de renascer não me torna uma pessoa nova a cada dia, mas oferece a segurança necessária pra que a vida não me arraste pra longe de mim.









sexta-feira, 21 de junho de 2013

Passado vivo

Passaram-se oito anos, mas algumas coisas ainda permaneciam imutáveis dentro dela. 
Questionava como pode o tempo, que se diz amigo e solidário, não resolver as questões advindas do coração? 
Ela seguiu sua vida, como manda o bom senso. Se relacionou com outras pessoas, nunca perdeu o foco da família e dos estudos, no entanto, caminhava sem rumo, tentando fugir dos pensamentos que ainda lhe acometiam, mas sem sucesso.
Agora era capaz de compreender os motivos que o levaram a tomar uma decisão que mudaria o curso de sua vida inteira, mas ainda assim, não achava justo que as escolhas de outra pessoa a desviassem do único caminho que ela considerava certo. Ou pelo menos o único que ela seguiria sem oscilar.

Aprendera que a vida se apresenta de uma forma distinta pra cada ser humano e à ela cabia a conformação de algo que não tinha controle. Cabiam os sonhos repetidos durante quase uma década. Cabiam as lembranças boas, apesar de quase sempre buscar as ruins como estratégia para alcançar a tão sonhada indiferença, porém sem êxito. A cada passo sem sucesso, ela recordava dos momentos felizes ao lado dele.
Aliás, não era apenas à ele que a saudade remetia, mas ao que ela era e sentia naquela época. 

Nunca mais foi capaz de viver tão plenamente um sentimento. Nunca mais amou alguém daquela forma. Afinal, não há nada maior que um laço construído em muitas vidas, nada mais verdadeiro.
Acreditando que o início de novos laços fosse a solução ideal para seu caso, ela se aventurou mundo afora. Apesar de ter conhecido pessoas incríveis, todas as tentativas foram frustradas. Os laços se desmanchavam com facilidade diante de pormenores e a medida que se desfaziam, seu coração fazia questão de lhe lembrar que mesmo diante de grandes adversidades, aquele primeiro laço continuava inabalável.

Alguns a tentaram convencer de que isso ocorria por ter sido o primeiro. Outros, porque foi a única vez que ela não determinou o fim. Mas no fundo ela sabia que essas explicações não correspondem à realidade. Só ela conhece a profundidade desse sentimento resguardado durante anos. Escondido, protegido com todo carinho, como se ainda fosse recém-nascido. 

Ela nunca se acostuma com a presença dele, mas ainda assim o leva consigo como naquela época, onde tudo era novo, mágico, puro, sincero e incrivelmente real.
Em busca de um refúgio, ela escreve timidamente em seu diário tudo que guarda no coração, desde sempre.
Sua sobrevivência nasce da esperança de que um dia o caminho certo se apresentará, pra que ela possa segui-lo sem oscilar.
Talvez ela esteja destinada a amar a mesma pessoa a vida inteira. Talvez o tempo apenas a tenha ensinado truques para aprender a conviver com um sentimento inevitável.